Em seguida, o tema passou para os personagens interpretados por cada um. Kaji analisou que, no caso de Joe Shimamura, o fato de ele ter dúvidas sobre sua própria origem e existência — sendo filho de pai japonês e mãe estrangeira — se torna um elemento importante na formação de sua identidade. Além disso, considerando o contexto em que ele é transformado em cyborg contra a sua própria vontade e, depois, passa a integrar uma equipe que luta pela justiça, ele explicou sua interpretação do papel: 'Não interpretei apenas um protagonista apaixonado, mas procurei ter consciência da dor, da tristeza, de algo como uma sombra dentro dele, e de um coração ingênuo e sensível. É justamente por ter fragilidades que a justiça dele se sustenta. Interpretei com consciência dessa força interior.'
Graviton, interpretado por Nakamura, é um novo personagem que aparece a partir deste trabalho. Diferente de Joe, que tem uma longa história, não havia um acúmulo prévio para construir o papel, então ele leu o personagem a partir do texto das falas. Sobre a justiça defendida por Graviton, ele comentou os pontos em que teve consciência durante a atuação: 'Olhando de forma multifacetada, existem várias formas de justiça. Ele é uma pessoa que toma medidas extremas, do tipo que qualquer um questionaria, mas dá para entender um pouco o que ele sente. É um membro que caminha por um caminho difícil, carregando o conflito de não saber se, no fim, existe realmente a paz, ou se aquilo vai gerar novos ódios e tristezas. Como nesta obra ele quase só enfrenta o Joe, achei que precisava deixar transparecer algo no momento em que ele expõe suas ideias.'
Hayami, que interpreta Françoise Arnoul, destacou a gentileza que não se perde mesmo em meio a conflitos e batalhas intensas. 'Ela entende primeiro em que situação e com que sentimento a outra pessoa está, e só então dialoga e lança suas palavras. Voltei a sentir intensamente, também neste trabalho, a beleza e a gentileza de um coração que não age de forma unilateral', relembrou, mostrando-se impressionada com essa nobreza de espírito.
No meio do evento, também houve uma pergunta inspirada nos cyborgs da obra: 'Se pudessem ter apenas uma habilidade especial'. Kaji escolheu a habilidade de transformação de Great Britain, o 007. Como a pessoa em quem gostaria de se transformar no mundo real, ele citou o nome de Nakamura, revelando que está apaixonado pela sua voz, o que deixou o ambiente mais leve.
Depois disso, a conversa continuou animada em torno do mecanismo de ativação do dispositivo de aceleração de Joe e de como usar a habilidade especial no dia a dia. Quando Nakamura sugeriu: 'Que tal poder ir para o fundo do mar?', Hayami respondeu: 'Tipo, "ontem eu fui para o fundo do mar" — acho que eu ia começar a me exibir sobre o fundo do mar (risos)', provocando risos com a sintonia entre os dois.
Nesse momento, entrou em cena Kyoko, que canta o tema de abertura 'Ta ga Tame ni'. A música é um cover da canção que Ken Narita cantou na segunda série do anime de TV, exibida em 1979. Kyoko relembrou o momento em que recebeu o convite: 'Será que sou eu mesmo a pessoa certa?!', e revelou: 'Eu assistia à primeira série, em preto e branco, junto com meu irmão, e também ouvia muito "Ta ga Tame ni", cantada pelo Ken Narita na segunda série, então fiquei extremamente nervosa.' Segundo ela, encarou a gravação com o sentimento de que 'precisava ser uma música capaz de dar força a uma obra tão grandiosa'.
Kaji considera 'Ta ga Tame ni', cantada por Kyoko, quase como um sinônimo de 'Cyborg 009', e comentou sua impressão de que, nesta nova obra, ela se tornou uma canção que nasceu de novo na era Reiwa. Hayami, animada, disse: 'Desde o instante em que ouvi a primeira nota da voz dela, fiquei toda arrepiada. Claro que a melodia da música é ótima, mas a voz dela é tão incrível que pensei "não dá para aguentar!" e voltei a música. Depois de me encher da voz dela, é que fui assistir ao episódio.' Nakamura também sentiu que a canção exige não só força, mas também tristeza, e elogiou: 'Esse ajuste sutil combina perfeitamente com a voz da Kyoko, e eu me apaixonei.'
Chegou também um vídeo com comentários da banda Sukimaswitch, responsável pelo tema de encerramento 'Climal'. Shintaro Tokita destacou o elenco de dubladores de peso e as batalhas que se desenrolam vertiginosamente como pontos altos, e convidou o público a prestar atenção também à individualidade e ao duelo de estratégias dos nove membros de 009 e dos nove de Nemesis. Takuya Ohashi também comentou sobre o impacto da animação, dizendo: 'Acho que está repleto de pontos altos.'
Por fim, Kaji encerrou o evento com a seguinte mensagem: 'Pela primeira vez, dentro desta série tão amada há muito tempo, está sendo retratada uma batalha de 9 contra 9 entre os 9 do 009 e os 9 novos cyborgs. Mantendo tudo o que a série tem de bom, acho que este trabalho também se tornou uma porta de entrada para quem nunca teve contato com as obras anteriores. Espero que todos aproveitem tanto o anime quanto a música da Kyoko.'
(C)石森プロ















