[Fotos/Imagens] Roteirista Gen Urobuchi relembra como surgiu sua participação em Puella Magi Madoka Magica e o cenário do anime da época [Entrevista Puella Magi Madoka Magica the Movie -Walpurgisnacht: Rising-] (Foto 1)

Puella Magi Madoka Magica the Movie -Walpurgisnacht: Rising-, a primeira obra totalmente inédita da franquia em 13 anos, está em cartaz. Como parte da equipe principal, o longa reúne novamente o diretor-geral Akiyuki Shinbo, a criadora do design original dos personagens Ume Aoki e o roteirista Gen Urobuchi, da Nitroplus.

Urobuchi, que desde sua estreia com o jogo de PC Phantom PHANTOM OF INFERNO atua não apenas em roteiros de games, mas também em romances e roteiros de anime, teve sua participação no anime de TV Puella Magi Madoka Magica, exibido em 2011, muito comentada entre os fãs de anime da época.

Conversamos com Urobuchi pouco antes da estreia de Puella Magi Madoka Magica the Movie -Walpurgisnacht: Rising-, sobre como surgiu sua participação em Puella Magi Madoka Magica, os sentimentos que teve durante a produção na época e como essa percepção foi mudando.

— Na época da exibição de Puella Magi Madoka Magica, também foi muito comentado o fato de você, conhecido por obras mais sérias, assumir um projeto de garota mágica. Pode nos contar novamente como surgiu sua participação?

Gen Urobuchi (a seguir, Urobuchi): Tudo começou quando Atsuhiro Iwakami, da Aniplex, reparou em Fate/Zero (romance original de minha autoria). A partir daí recebi o convite: “Vamos fazer um projeto de garota mágica com o Shinbo e a Aoki, você toparia escrever o roteiro?”

Mesmo assim, eu não fazia ideia de como escrever uma história de garota mágica, então me mostraram Magical Girl Lyrical Nanoha e Le Portrait de Petite Cossette.

— As duas são obras do diretor Shinbo, certo?

Urobuchi: Achei que bastaria criar algo com uma proposta a meio caminho entre essas duas obras, então apresentei o primeiro projeto com essa interpretação minha, recebi o sinal verde e a produção começou.

— Conhecendo as duas obras, Magical Girl Lyrical Nanoha e Le Portrait de Petite Cossette, faz todo sentido, mas na época essa escolha também surpreendeu os fãs de anime, não foi?

Urobuchi: Para mim também foi uma surpresa (risos). Naquela época eu estava ávido para aceitar todo tipo de trabalho, então tinha uma espécie de espírito aventureiro, achando que um projeto de garota mágica também podia ser interessante. Fiquei feliz por poder fazer algo que nunca tinha feito antes, então acho que eu era jovem o suficiente para achar que ficar confuso fazia parte do processo.

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