![[Fotos/Imagens] "Houve partes que sincronizaram com meu lado tímido": o dublador Makoto Furukawa fala sobre as formas de construir um personagem [Entrevista do anime de TV 'The Oblivious Saint Can't Contain Her Power'] (Foto 1)](https://times-abema.ismcdn.jp/mwimgs/1/6/724w/img_16092c8be8d0fcd125fb109eb1e8f8861316358.jpg)
O anime de TV The Oblivious Saint Can't Contain Her Power está em exibição e disponível para streaming desde 30 de junho.
O anime é uma adaptação do romance original, vencedor do Prêmio de Incentivo do "2º Earth Star Novel Award" e que já ultrapassou 2 milhões de cópias vendidas na série. A história começa quando Carolina, a heroína que sente um complexo de inferioridade em relação à sua talentosa irmã mais velha, Flora, aceita um casamento arranjado com Edward, o segundo príncipe do Império de Malcosias. Ao se inserir em um novo ambiente e perceber que é vista como alguém necessário por Edward e pelas pessoas ao seu redor, Carolina vai se libertando aos poucos desse complexo de inferioridade e crescendo ao longo da trama.
Nesta matéria, trazemos um trecho da entrevista com o dublador Makoto Furukawa, que interpreta o Príncipe Edward Ruby Martinez, sobre como ele construiu o personagem a partir dos pontos em comum entre ele e Edward.
— Mesmo do ponto de vista masculino, é fácil simpatizar com o Edward. Ele é o líder da "Legião da Fênix Flamejante" e se destaca no campo de batalha, mas na frente de Carolina fica completamente desajeitado — algo bem humano.
Furukawa: Resumindo, acho que a primeira impressão que se tem do Edward é a de um herói confiável, mas ele é um personagem cuja imaturidade humana é retratada com muito cuidado, e eu, particularmente, tenho uma boa impressão dele por isso. Afinal, alguém que consegue fazer tudo, é forte, bonito e super confiável... não tem muita graça, não é?
— De fato, isso acabaria deixando o personagem menos fácil de se identificar com ele.
Furukawa: No caso do Edward, ele é descrito (na apresentação oficial dos personagens no site, por exemplo) com palavras bem fortes, como "cruel e implacável", mas, na prática, ele não sabe como agir perto de mulheres, nem como começar uma conversa quando precisa falar de algo importante.
Provavelmente, por ter acumulado uma sequência de fracassos, ele acaba caindo num ciclo ruim, achando que, se for ele quem falar, vai assustar a outra pessoa. Esse lado dele é retratado com uma imaturidade humana muito bem construída.
A forma como ele age por instinto para ajudar Carolina parece muito confiável, mas, depois que passa a considerá-la alguém importante, ele não consegue fazer nada quando está de fato na frente dela (risos). Olhando de fora, acho que esse contraste desequilibrado deve conquistar os espectadores também, e a forma como ele fica tão inocente me dá vontade de torcer: "Vai, força! Força!"
— No fundo, a essência da obra está em como Carolina, ao conhecer Edward e as pessoas do Império de Malcosias, vai ganhando confiança aos poucos e crescendo, não é?
Furukawa: Acho que o Edward também consegue crescer justamente por caminhar ao lado dessa Carolina. Tenho a forte impressão de que os dois vão se tornando adultos cada vez mais maduros juntos.
Próxima página















